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Um encontro com a economia solidária

20/11/07 - 21:56

Nioaque foi escolhida para ser o ponto de encontro de comunidades que vivem nos cerrados da região Centro-Oeste. Nos dias 21 a 23 de novembro, o II Encontro Regional da Rede Cerrado e o Seminário Regional sobre Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário levam para Nioaque uma série de palestras, feira de produtos e discussões que pretendem fortalecer iniciativas e divulgar experiências de comércio justo e solidário. Os participantes terão a oportunidade de conhecer experiências de produção sustentável, artesanatos, confecções e produtos alimentícios autênticos do Cerrado. Na programação ainda acontece desfile de moda e discussões sobre reforma agrária, mudanças climáticas e políticas públicas para a agricultura familiar, conservação e uso sustentável do Cerrado.


Fazem parte da Rede Cerrado mais de 300 entidades de trabalhadores(as) rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, pescadores, Ongs, entre outros. O II Encontro Regional pretende fortalecer a Rede e divulgar projetos de base comunitária que promovam a conservação do Cerrado. Participam representantes de Tocantins, Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal.


O Seminário Regional Centro-Oeste do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário faz parte do projeto da Faces do Brasil, que está organizando nacionalmente a divulgação e pesquisas sobre iniciativas de economia solidária com apoio da Secretaria Nacional do Comércio Justo e Solidário do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O último censo realizado em 2007 pelo Ministério mapeou no Brasil 22 mil empreendimentos de economia solidária. Só em Mato Grosso do Sul existiam 240 até 2005.


O Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário traz uma série de políticas para a área. A expectativa é implementar as normas para que a economia solidária tenha garantias de qualidade com a certificação, inclusive com a criação de selos de controle. Atualmente, os produtos gerados pela economia solidária não têm uma lei que assegure a comercialização de forma adequada. “O selo com participação coletiva é uma das possibilidades. Um grupo de quatro ou cinco empreendimentos se organiza para conhecer os produtos uns dos outros e avaliar se estão dentro das normas”, explica Tiana, Sebastiana Almire de Jesus, que faz parte dos fóruns Nacional e Estadual de Economia Solidária e da Central de Comercialização de Economia Solidária de Campo Grande (MS).

Um jeito dierente de comercializar

“A economia solidária é um jeito diferente de fazer economia, de trabalhar, de produzir e de comercializar”, explica Tiana, Sebastiana Almire de Jesus, da Central de Comercialização de Economia Solidária, loja implantada em Campo Grande , que existe há um ano e já pode comemorar o aumento de 27 para 43 os empreendimentos expostos, sendo 13 os municípios representados.

A organização dos empreendimentos de economia solidária tem como base a autogestão, o respeito à natureza, companheirismo, ética e democracia. O lucro não é a única finalidade. A essência dessa economia é o ser humano e a melhoria da qualidade de vida.



Autor: Yara Medeiros
Fonte: Boletim Cerrado Em Pé - Número 2 


 
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